Estratégia da Tynna — setembro de 2026 a setembro de 2027
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Estratégia da Tynna — setembro de 2026 a setembro de 2027
Última revisão: 2026-09-22 · Dono: fundador · Próxima revisão: 2026-12-20 (fim do T4) · Substitui a estratégia de 2026-07-02 (repo legado), cujo red-team continua válido e é citado abaixo.
1. Tese
A Tynna é uma fábrica de software operada por agentes, que prova a si mesma construindo e sustentando verticais próprios — nichos pequenos, com dor real e dono acessível — a custo marginal próximo de zero.
O que sustenta a frase, com evidência:
- O JeP (gestão de lojas maçônicas) está em produção com cliente real, apps nas duas lojas, e foi construído e é mantido por 1 pessoa + esteira agentic.
- A esteira (14 gates obrigatórios, revisão de segurança por agente, 45 suítes de isolamento entre tenants, 620+ lições registradas) é o ativo que não se copia: conhecimento operacional acumulado com evidência. Em 21/09/2026 o revisor agente vetou sozinho um PR que dava acesso a Docker aos runners.
- O 2º vertical (gestão de consultório de saúde) foi construído em 4 horas a partir do kit do JeP e publicado em
(URL reservada)em 22/09/2026. É a prova de repetição. - Tentamos o modelo "empresa de agentes residentes" (32 agentes, organograma) e medimos: custo triplicou, 24 dos 37 scripts existiam só para manter credencial viva, 5 agentes em erro. Aposentado por ADR-0083. O que sobrevive é gatilho + gate + humano que decide — e isso é maturidade que a maioria dos pitches de IA não tem.
2. O que vendemos e para quem
| linha | estado | papel no plano |
|---|---|---|
| JeP — Justo e Perfeito (lojas maçônicas) | produção; 1 loja real (ARMELS nº 238); assinatura ainda não formalizada | prova e primeira receita |
| 2º vertical (consultórios de saúde; depois pilates, psicologia, nutrição pelo mesmo núcleo) | protótipo público; design partner a conseguir | prova de repetição e segundo motor de receita |
| B2B sob encomenda | capacidade existe, funil não | opção: entra se um projeto cair no colo, sem meta em 2027 |
| Fábrica como produto (vender a esteira) | não | opção de 2028+, só com evidência dos verticais |
| Anott, TemplateMint | em espera | sem dossiê; reavaliar quando o caminho B estiver provado |
Decisão de 22/09/2026: caminho B — JeP + 2º vertical. Outras opções depois.
Posicionamento que decorre da tese: nunca "sistema de gestão de X" genérico; sempre feito para o seu tipo de loja / consultório. O custo de entrar num nicho é quase zero para nós e proibitivo para quem tem produto genérico.
3. Como a empresa funciona
- Unidade de autonomia = gatilho + gate. Trabalho nasce de evento (PR, card, agenda), passa por gates mecânicos e por revisão de agente, e só chega a humano quando é decisão dele (produto, preço, risco alto). Não há agente residente.
- O humano decide, não vigia. A Visão de CEO (spec de 22/09) materializa o estado de cada área a cada 15 min; o fundador desce só no que está fora do padrão.
- O conhecimento vive no repositório, não na cabeça de ninguém: ADRs, lições, handoffs, contratos de escopo. Uma sessão nova começa lendo isso.
- Tempo do fundador: 4–5 h/dia. No T4/2026: 60% cliente e venda, 40% decisões de produto. Zero em código ou operação de esteira.
4. Economia
Custo de operar (burn real, set/2026): ~R$ 1.900/mês — Claude Max 550 · Google Workspace 205 · Vercel ~185 · VPS 164 · Supabase Pro 150 · DUNS 142 (até jun/2027) · Hetzner ~99 · Actions ~97 · Apple/GitHub/domínios/Semgrep ~130 · M365 50 (cancelado, afundado). O inventário canônico (data/finance/fixed-costs.yaml, repo legado) carrega R$ 3.284 por drift conhecido em Vercel e Actions; corrigir é pendência (dono: fundador, com a fatura de outubro).
Receita recorrente hoje: R$ 0 formalizado. A ARMELS paga por relação (R$ 99–149/mês); a assinatura no sistema (assinaturas = 0 linhas) é o item que transforma isso em MRR. Pendência nº 1, sem código.
Preço do JeP (28/07/2026): R$ 99 até 10 irmãos + R$ 6,90 (11–30) + R$ 5,40 (31–50) + R$ 4,40 (51+); anual −20%, bienal −30%; PIX/boleto R$ 1,99 por cobrança. Loja típica (30–40 irmãos): R$ 240–290/mês.
Custo marginal por cliente: ~R$ 0 até o Supabase Pro saturar (dezenas de lojas). Break-even do burn: ~8 clientes a R$ 250.
5. Meta de 12 meses — R$ 10.000 de MRR em setembro de 2027
| trimestre | JeP (lojas pagantes) | 2º vertical (consultórios pagantes) | MRR |
|---|---|---|---|
| T4/2026 | ARMELS formalizada + 1 = 2 | design partner; v1 com login e banco em dezembro | ~R$ 450 |
| T1/2027 | 4 (1 por indicação de loja) | piloto em 2 consultórios, sem custo | ~R$ 1.000 |
| T2/2027 | 7 (inbound do conteúdo começa a render) | 10 pagantes | ~R$ 4.400 — break-even |
| T3/2027 | 10 | 26 | ~R$ 9.000–10.000 |
Premissa: ticket médio R$ 250 no 2º vertical (a validar no piloto) e ~R$ 275 no JeP (anual e lojas maiores puxam). Quem carrega a meta é o 2º vertical, pela rede do investidor-vendedor; o JeP prova e cresce no ritmo que a venda relacional permite. Revisão de 22/09: a versão anterior (20 + 20) exigia ~2 conversas de venda por semana só do fundador; com 4–5 h/dia e o encontro de irmãos de várias lojas (graus filosóficos) acontecendo a cada 2 meses, isso não era real. Chegar a R$ 10.000 em vez de 9.000 depende de 12 lojas em vez de 10 ou do ticket do JeP — não de heroísmo. Coerente com o red-team de julho (que estimou US$ 50–200k de ARR como resultado provável e recomendou "JeP numa jurisdição, loja a loja, sem depender de endosso institucional"): esta meta é mais conservadora que aquele piso.
O T4/2026 é o trimestre da prova. Se falhar, o resto escorrega um trimestre; não morre.
6. Capital
Pedido: R$ 100 mil em mútuo conversível, 18 meses, com a rede de vendas do investidor no mesmo acordo (comissão por cliente do 2º vertical). O dinheiro não é para sobreviver (burn cabe em 8 clientes); é para velocidade e para tirar o fundador do caminho crítico da venda.
| destino | R$ | por quê |
|---|---|---|
| operação sem pressão de caixa (18 × ~2k) | 36.000 | folga para Supabase/Vercel crescerem |
| estruturar: contador, advogado (mútuo, contratos-padrão, LGPD/DPO) | 15.000 | o que o próprio investidor vai cobrar |
| pilotos (2º vertical e 3º vertical): onboarding presencial, suporte direto | 15.000 | onde se aprende a vender consultório |
| venda assistida do JeP: material, visitas, eventos GLMERGS, comissão por indicação | 12.000 | compra as horas que o fundador não tem |
| capacidade de agentes e ferramentas, quando o Max saturar | 12.000 | só com fila de trabalho |
| marketing e tráfego (T2/2027+, só com funil medido) | 10.000 | condicionado ao piloto |
Fora, de propósito: VPS com GPU para modelos próprios (o Max cobre ~R$ 32k/mês em API-equivalente por R$ 550; GPU útil custa R$ 1.500–4.000/mês mais operação, para modelos piores — é a lição da frota em hardware). Exigência regulatória de dado de saúde no Brasil se resolve com API em sa-east-1, não com GPU. Contratação fixa também fica fora.
Termos de conversão e valuation: cenários a preparar, decisão final com contador e advogado.
7. Riscos e resposta
| risco | evidência | resposta |
|---|---|---|
| Fundador é o gargalo de venda | 4–5 h/dia; venda do JeP é relacional; o encontro entre lojas (graus filosóficos) é bimestral | meta do JeP dimensionada para isso (10 lojas, não 20); o cheque compra um irmão vendedor por comissão; a rede do investidor vende 2º vertical; conteúdo aquece a abordagem; cada loja fechada apresenta outra (dossiê JeP §7) |
| Um cliente, não formalizado | assinaturas = 0 | formalizar ARMELS em outubro; 2 lojas até dezembro |
| GOB/MetaGOB e Oriente grátis | GOB fechando ~3.100 lojas com solução própria; Oriente é âncora de preço zero | não competir com o GOB (evitá-lo: CMSB/COMAB e jurisdições autônomas); não competir com o grátis em preço, e sim em conformidade + rastreabilidade + IA |
| Contas em nome do CPF | GitHub, Vercel, Supabase, Cloudflare, Apple, Google no pessoal | TYN-3543: migrar para o CNPJ, GitHub e Vercel primeiro |
| Dependência de um fornecedor de modelo | Claude Max é o motor | a fábrica é independente de modelo por desenho (gates, contratos, lições); trocar modelo não troca o processo |
| Host de CI saturado | CPU 94%, 3 conjuntos de runners, flakes de rede | decisão de capacidade pendente (fundador); custo marginal pequeno |
| Segurança operacional | credencial exposta em repo arquivado (set/2026); runner no Mac sob conta pessoal até 24/09 | runbook de revogação (quinta 24/09); ADR-0084 com prazo 01/10 |
8. Roadmap por trimestre
- T4/2026: ARMELS formalizada; 1 loja nova; conteúdo JeP no ar (3 peças/semana); design partner do 2º vertical; 2º vertical v1 (login, banco, isolamento por clínica); Visão de CEO fatias 0–4; contas no CNPJ; rodada-anjo.
- T1/2027: 4 lojas; piloto 2º vertical em 2 consultórios; dossiê do 3º vertical só se houver design partner; break-even.
- T2/2027: 7 lojas; 2º vertical pagante (10); tráfego pago só com funil medido; primeiro depoimento em vídeo.
- T3/2027: 10 + 26; revisão desta estratégia com dados de um ano; decidir se B2B ou 3º vertical.
9. Pendências com dono e data
| o quê | dono | quando |
|---|---|---|
| Formalizar assinatura da ARMELS no sistema | fundador | outubro/2026 |
| Contas da empresa no CNPJ (TYN-3543) | fundador + twin (runbooks) | a partir de 24/09 |
| Corrigir drift do inventário de custos com faturas reais | fundador (faturas) + twin | outubro/2026 |
| Cenários de conversão/valuation para o mútuo | twin (rascunho) → contador/advogado | antes da assinatura do mútuo |
| Design partner do 2º vertical | fundador (rede do investidor) | outubro/2026 |
Só leitura. Toda mudança nestes documentos é pull request.